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O Poeta Erótico

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Perco-me na tua garganta
olhas-me molhas-me hospedam-me
teus seios cheios se estou cheio

perdi-me no meio da refrega sem norte
na floresta tropical
chapinhando na lama à chuva

tranco portas da trocista uretra
não lacrimejo encerro a serpente
no geminal covil

conseguisses ver dois tornados
revoltos nos teus olhos lúbricos
terias espasmos múltiplos

gosto tanto de ti que me tornei
dureza dolorosa de bambu
no boomerang de ida e volta

há belíssimos versos de amor
inegável
mas também versos de foda

a florirem nos ramos de amendoeira
que rebentam na Primavera
nos teus campos purpurinos

fechamos os olhos e há cânticos
nossos gemidos confundem-se com ventos
que fodem as frinchas das janelas

nos vendavais há ramos de árvores
que batem fortemente nas vidraças
assim nos castigamos

não entrarão no quarto solidões
psicóticas de nervos assassinos
que nos lêem contos góticos

gemo, gemes, germinamos juntos
tornas-te tecto de cabelos os teus seios
esbofeteiam-me de raiva

no prazer carnal, que encaixe único
amanhã não irei mais à minha vida
a minha vida passará para ti

mudo para onde é treva e pecado
de culto movimento clássico
de grito agudo

curso de água meigo e fundo
volteiam perfumes sujos pelo ar
a condensação deu-se no quarto

e tu... não sei... túmulo... tumulto
saio aperto-me cambaleando
bebes-me submissa puxas-me para fora

que serpentina líquida no ar
a contracção dos músculos das nádegas
o recuar da morte imposição da Vida

miríades de estrelas vieram ver-te
à janela quando findas no espasmo
prolongado terminado em riso







(imagem infelizmente retirada da internet)

 

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