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O Poeta Erótico

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Quero o cálculo do perímetro da

Rotunda perfeita circunferência
Das tuas nádegas luzidias.

Quero achar-te o diâmetro, dividir-te
Ao meio com mãos hábeis
Atingir a vulcânica cratera

Retórica inútil nunca foi o meu forte
Há silêncios que nunca se quebraram
Há moléculas que nunca se dividiram

Há bocas que nunca foram abertas
Que dissessem uma bondade sequer
nem por amor concupiscentes vulvas

Mas a tua abre-se, deitando-me
A língua de fora de gato amoroso
Queres saber a que sabes com a boca?

E se fossemos água e caíssemos
Aos borbotões num lago cálido
Desaguássemos no pélago infinito

Líquidos, deslizando nas pedras
Onde pensava que estivéssemos
Juntos dos peixes nadando perto

Fechemos os olhos, já és de água
Estes jogos sonoros aquáticos
Anunciam anunciam estar...

Perto de pertencer ao reino dos mortos
Cardíaco o sangue vertiginoso
Amo-te puxado pelo absimo estreito

Desarrumam-se os dias passados
Em coletes de força impostos
De matéria colectável expando-me

Flutuo, a nada pertenço, sei tudo
De perfeitas e ideológicas filosofias
Para compor-se versos de ferro e fogo

Rompo-te, desfaço-me em catadupa
Morna, demorada, amor celestial
Longe de ser engolido por Fobos

Que foi que me tirou o chão
Cheio de roupa espalhada e vestígios
noites de anatómica arqueologia?

A tua pele quando toco é de estrelas
Plasma corpo macio nimbado
Por uma lua ciumenta prestes a envolver-te

Que escondem as paredes, que é de mim
Onde fui antes de ir e vir
Onde estive depois que me vim?

Fremes, folha pipilante de choupo
Gemes, mavioso pipi amoroso
Beijo-te com lábios nos olhos

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