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O Poeta Erótico

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Onde estás no escuro? Não sinto

a minha mão desaparecer
no triângulo das bermudas

magnética, tacteio-te a treva
ainda não sou navio de carga
No canal do Suez

Cais-me em cima como a noite
a tua boca acende-se, vasculha-me
drone no meu corpo

ágil agitas-me a haste
levito num voo macio
de língua e lábios

mergulho as garras na colmeia
como um urso ando à procura
do teu mel amargo

dedilho as cordas tangíveis
da guitarra curva que se tocam
no enredo das pernas

há um lago de águas quentes
onde tento com as minhad mãos
apanhar um peixe esquivo

somos duas sombras de sangue
que dançam na noite arcana
no voyeurismo das estrelas

encubro-te na cópula
no cúmulo do tempo avanço
irrompendo pela noite

o primor dos seios são
tochas iluminando grutas
de húmidas paredes

tornas-te eólica e sopras
no meu corpo e solto ao vento
um papagaio branco

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