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O Poeta Erótico

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O corpo nu submerso nas águas 
quentes relaxavam femininos
músculos como leves carícias

na volúpia as pernas moviam-se
sensuais em jogos lúdicos
de aquáticos devaneios

molhando-se, expandia-se
ensaboava a pele arrepiada
no rodopio das nádegas contraídas

debaixo de água o frémito
da planta subaquática
carnívora abrindo a boca rubra

os olhos atordoados revirava-os
a cada toque íntimo e lúbrico
lubrificava a noite escorregadia

os dedos puxam gatilhos fatais
mas musicais se invocam
melífluas alegrias de Eros

abandonava-se ao tempo metido
num saco cheio de dinamite
à espera do rastilho aceso

por esse corpo varonil que desejava
que a preenchesse num sonho
erótico de Cassandra que olvidasse

a angústia da vida incendiária
só ele podia ser água elemento
devorador do fogo devorador

acendia nos seios lamparinas
as mãos revolviam-se na água
tépida de ondas revigorantes

há carícias e delírios que de longe
transportam-se anfíbios à realidade
tornando o sonho próximo






(imagem retirada da internet) 

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