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O Poeta Erótico

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Tudo se acaba
novo ciclo se inicia
tudo é nada na vida inútil

poema número cem
é zero
parto sempre do princípio

como dois olhos verdes
são duas algemas
irresistíveis

ou os ombros finos
de mármore branco
e rosas líquidas

revisto-me de outono
monótono angular
varrendo versos nas ruas

virá o vento soprá-los
imperativo, frio
no inverno próximo

de enfrentá-lo sem
força nem fôlego
onde se revelará refúgio

hiberno como olhando
de frente, os olhos verdes
no poema cem

cheguei ao cume
do nada, lúcido
reiniciar-me-ei em breve

no crepúsculo

 

 

 

 

(imagem retirada da internet)

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